Roberto Melo · O Inter para o futuro · Chapa 2

Pilar 1 · Finanças

Recuperar a capacidade de decidir

  1. 01Conhecer a realidade
  2. 02Reorganizar a dívida
  3. 03Devolver ao Inter capacidade de investir
  • 6diretrizes para recuperar o equilíbrio
  • 6instrumentos avaliados para o passivo
  • 3caminhos para captar recursos

Enfrentar a dívida sem soluções prontas

Escolher a alternativa mais adequada depois de conhecer integralmente o passivo.

Ponto de partida

Conhecer o passivo

Primeiro, entender integralmente o que o Clube deve.

  • Renegociação

    Avaliar credores, prazos, garantias e custo efetivo.

  • Crédito estruturado

    Examinar FIDC e instrumentos para reorganização financeira.

  • Instrumentos legais

    Considerar alternativas judiciais e extrajudiciais apenas com análise técnica.

  • Disciplina de caixa

    Não financiar déficit recorrente com novas dívidas sem ajuste estrutural.

Resultado

Alternativa mais adequada

Escolhida só depois do diagnóstico, sem soluções prontas.

Seis diretrizes para recuperar equilíbrio

A reestruturação do passivo deve enfrentar também as causas do desequilíbrio.

  1. 01

    Disciplina fiscal

    Despesas permanentes sustentadas por receitas recorrentes e orçamento realista.

  2. 02

    Dívida sustentável

    Renegociar encargos, alongar prazos e reduzir dependência de operações emergenciais.

  3. 03

    Caixa e liquidez

    Planejar vencimentos, fortalecer capital de giro e formar reservas progressivamente.

  4. 04

    Eficiência operacional

    Revisão contratual, Orçamento Base Zero e controle de custos, inclusive da folha.

  5. 05

    Receitas recorrentes

    Sócios, patrocínios, licenciamento, comercial, estádio e plataformas digitais.

  6. 06

    Governança financeira

    Auditoria, gestão de riscos, prestação de contas e acompanhamento permanente.

Reestruturar a dívida com critérios técnicos

A solução dependerá do diagnóstico do passivo, da capacidade de pagamento e dos riscos.

  • Negociação direta

    Priorizar acordos bilaterais e reprogramação de vencimentos quando viáveis.

  • Crédito estruturado

    Avaliar FIDC e outros instrumentos para substituir passivos mais onerosos.

  • Passivos tributários

    Examinar hipóteses legais de regularização e transação.

  • Medidas coletivas

    Estudar recuperação extrajudicial e outras alternativas conforme credores e efeitos.

  • Recuperação judicial

    Possibilidade contingencial; decisão jurídica, financeira e esportiva, jamais automática.

  • RCE e SAF

    Analisar juridicamente o enquadramento e alternativas, sem soluções predefinidas.

  • Princípio

    Sem soluções predefinidas

    Cada instrumento será avaliado com análise técnica, jurídica e esportiva.

Regras permanentes para o uso dos recursos

Receitas extraordinárias precisam produzir benefícios duradouros.

  • 01

    Orçamento vivo

    Revisões periódicas, simulações de queda de receita e correções tempestivas.

  • 02

    Nova dívida com lastro

    Todo compromisso plurianual depende de capacidade demonstrada de pagamento.

  • 03

    Receita extraordinária

    Prioridade à redução do passivo, proteção de liquidez e investimentos estruturantes; sem rateio fixo antecipado.

  • 04

    Controle de despesas

    Evitar financiar custos recorrentes com venda de atletas ou antecipações.

  • 05

    Transparência

    Acompanhamento pelo Conselho de Gestão e órgãos de fiscalização, respeitadas competências.

  • 06

    Preservar competitividade

    Equilíbrio financeiro para sustentar investimento esportivo, não o contrário.

Três caminhos para captar recursos

Estruturas adequadas para necessidades diferentes.

Reestruturação financeira

FIDC e crédito: alongar passivos e reduzir o custo financeiro quando viável.

    Valorização patrimonial

    Permuta de áreas e empreendimentos: recursos ou novos ativos para o Clube.

    Estrutura esportiva

    Fundos e parcerias: captar capital para CT, base, formação e tecnologia.

    Responsabilidade financeira como regra

    As decisões esportivas e financeiras precisam caber no orçamento e nas normas aplicáveis.

    • Solvência

      Monitorar vencimentos e evitar atrasos com atletas, clubes e demais credores.

    • Custo do elenco

      Planejar folha, encargos, contratos e custo total dos reforços.

    • Novo endividamento

      Assumir obrigações somente com capacidade demonstrável de pagamento.

    • Painel de controle

      Acompanhar indicadores financeiros e regulatórios antes de decidir.